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IFCTV - CEO na Tilabrás fala sobre produção e mercado internacional da tilápia brasileira

04/05/2020 11:31:10
IFCTV - CEO na Tilabrás fala sobre produção e mercado internacional da tilápia brasileira

Em entrevista exclusiva à IFC TV o CEO da Tilabrás Nicaolas Landolt vai abordar a produção e mercado internacional da tilápia brasileira. Com participação do Ex. Ministro, Consultor e Professor da FGV Altemir Gregolin na entrevista, Landolt vai trazer as tecnologias empregadas e as perspectivas de mercado fora do brasil. A entrevista ao vivo poderá ser acompanhada no Canal IFC no Youtube - http://abre.ai/livetilabras

A IFC TV é um canal de comunicação multiplataforma do International Fish Congress & Fish Expo Brasil, evento que será realizado de 09 a 11 de setembro no Recanto Cataratas Resort em Foz do Iguaçu,PR.

Segundo a Peixe BR a produção brasileira de peixes de cultivo atingiu 758.006 toneladas em 2019. Esse desempenho representa crescimento de 4,9% sobre o ano anterior (722.560 t). O levantamento é da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), entidade que reúne todos os segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo no país. Avançar 4,9% é um resultado a ser comemorado, entende a Peixe BR. As demais proteínas animais tiveram um ano estável, até com ligeira redução dos números de produção. A exportação foi a principal responsável pelo balanço positivo das outras carnes (bovina, aves e suína). Nos últimos seis anos (período com levantamento dos números pela Peixe BR), a produção de peixes de cultivo saltou 31% no país: de 578.800 t (2014) a 758.006 t (2019. A Tilápia mantém-se na liderança entre as espécies mais produzidas no país.

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O II International Fish Congress e II Fish Expo Brasil, congresso e feira de negócios, foram concebidos para atender a demanda por tecnologias, serviços e informações em um mercado que cresce globalmente a um ritmo superior a outras carnes, que é o mercado de pescados e que gera emprego e renda para aquicultores, pescadores, pequenas, médias e grandes empresas de toda a cadeia produtiva.

“O Brasil pode transformar o pescado em alimento popular e fazer do país o maior exportador do mundo” (FGV, 2012). E gerar bilhões de dólares em divisas aos moldes do que já faz com o frango e a carne bovina. É a mais nova e promissora fronteira de produção de alimentos do país.

E o ambiente é favorável para isso. Segundo a FAO, o pescado é a proteína animal mais consumida no mundo, representando 35% do total. E é o principal item da pauta de exportações mundiais com 60% das proteínas animais exportadas.

Por outro lado, segundo a FAO, o consumo de pescados a nível mundial cresce de forma consistente desde os anos 60. Na década de 60, o consumo mundial foi de 9,9 kg/hab/ano, passando para 14,4 kg/hab/ano da década de 90 e para 20 kg/hab/ano em 2014. As projeções da FAO para 2025 são de um consumo médio de 21,8 kg/hab/ano, uma demanda adicional com oferta não assegurada de mais 31 milhões de toneladas de pescados/ano.

O consumo nacional, após 15 anos de estagnação, também vem crescendo em sintonia com o crescimento da renda e as preocupações das pessoas com uma alimentação mais saudável. Cresceu de 6,55 kg/hab/ano em 2005 para 10,57 kg/hab/ano em 2015, segundo dados do MPA/IBGE. E a FAO coloca o Brasil entre os países em desenvolvimento com maior perspectiva de crescimento de consumo para a próxima década: Brasil,China,Peru, Chile, México.

Ao mesmo tempo em que o consumo cresce, a produção tem seguido trajetória semelhante de crescimento, especialmente a aquicultura, que nos últimos 20 anos tem suprido a demanda crescente de pescados e já responde por 50% do consumo mundial. A pesca estabilizou sua produção em aproximadamente 90 milhões de toneladas/ano e não apresenta perspectivas de mudanças deste quadro.

Para 2025, a FAO estima um aumento da produção das atuais 166 milhões de ton/ano para 196 milhões de ton/ano, um aumento de 30 milhões de toneladas. A Aquicultura crescerá 39% no período e passará das atuais 73 milhões/toneladas para 103 milhões de toneladas/ano.

Para o Brasil, o aspecto mais relevante das tendências apontadas pela FAO, é a projeção de um crescimento de 104% na produção aquícola brasileira, o maior percentual entre todos os países, passando a produzir mais de 2 milhões de ton/ano em 2025.

A produção nacional tem retomado sua trajetória de crescimento após mais de uma década de estagnação. Saiu de uma produção de 1 milhão de toneladas em 2007 para 1.500.000 toneladas em 2018. E o Paraná é um dos responsáveis por este crescimento, especialmente através da entrada neste segmento de grandes cooperativas como a Copacol e a CVale, inaugurando um novo sistema de produção aos moldes do que já faz com o frango, integrando e verticalizando a produção.

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